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| Foto: Divulgação - Arte: Eduardo de Moura |
Andando, avistando, num Céu azul a perfeição de uma cor intensa, e o calor, como a Graça, se fazia presente passo a passo, o vento não deixava de soprar, pois era o Seu fôlego que eu respirava, e a terra me conduzia pra um lugar simples e de pura perfeição, porque a Sua Presença estava logo a minha frente.
Como uma carta que todos um dia anseiam ler, Ele apareceu, cautelosamente, me impressionava, com os Seus cantos e arranjos inconfundíveis. Lá de cima eu via uma cidade, correndo, sem pensar para onde ia, e eu, na verdade, também não sabia para onde ia, mas sabia com Quem eu ia, e a pressa que afetava os meus dias, Ele os deixou lentos, porque o tempo que Ele me proporcionava, era tempo de espera, de calma, de juventude, e o meu coração plantava tudo aquilo, porque aprendia a viver uma vida passageira criada por Alguém Eterno, na qual o Seu presente não é de se durar apenas por alguns anos.
À minha frente andava o meu compromisso de não viver uma vida qualquer, o passado Ele já não lembrava, a ignorância já se fazia cinzas, e os meus olhos se enxiam de lágrimas por ver aquilo tudo tão real, nada completo, mas tudo tão perfeito, pois era um sonho de um Pai Glorioso.
Simples, como os nossos momentos, Ele me enchia de poesias, pela Sua vida, pelo Seus feitos, por causa dos Seus olhares... Aí eu pensei: isso tudo é tão pouco, ou mesmo nada, como posso então, eu, fazer algo por Você? Minha vida é a única coisa que restava, e Ele dizia: “isso basta, é tudo”. Me esconder em Sua Cruz era o que eu tinha a fazer, pois o que alguém faria se encontrasse a Salvação face a Face?
Cheguei ao fim da minha caminhada, ela me esperava, e me perguntava: por onde você esteve? A eternidade aguardava os Seus filhos, era o lar que me acolhia, nunca me senti tão em casa, e o cansaço de dias atrás, hoje são apenas sonhos de um velho aventureiro que descansa na Glória de Deus.
